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1 de fevereiro de 2026M–P

PII (Dados Pessoais Identificáveis)

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O que é PII? arrow

PII (Personally Identifiable Information) refere-se a qualquer dado que possa ser utilizado para identificar uma pessoa, seja de forma isolada ou quando combinado com outros pontos de dados. Em português, esse conceito é geralmente entendido como dados pessoais identificáveis. Na economia digital, a PII está no centro da confiança, do compliance e da gestão de risco. A forma como as organizações coletam, armazenam, processam e protegem esse tipo de dado impacta diretamente a exposição a fraudes, a conformidade regulatória e a confiança dos clientes.

À medida que os serviços financeiros, o crédito digital e as plataformas on-line escalam em diferentes mercados, compreender o que se qualifica como PII – e como esses dados devem ser tratados – deixou de ser uma formalidade legal para se tornar um requisito estrutural do negócio.

O que é PII?

A PII inclui informações que podem identificar diretamente uma pessoa, assim como dados que se tornam identificáveis quando associados a outros atributos. Exemplos comuns incluem nome completo, endereço de e-mail, número de telefone, documentos de identidade emitidos pelo governo, dados de contas bancárias e informações de localização precisa.

Em muitos marcos regulatórios, identificadores on-line – como endereços IP ou determinados atributos relacionados ao dispositivo – também podem ser considerados PII quando podem ser razoavelmente vinculados a um indivíduo específico.

O princípio central é a identificabilidade. Se um conjunto de dados permite isolar, rastrear ou distinguir uma pessoa, mesmo que de forma indireta, é provável que seja classificado como PII.

Por que a PII é importante no risco digital e na prevenção a fraudes

Para bancos, fintechs, provedores de BNPL e plataformas digitais, a PII desempenha um papel duplo. Por um lado, viabiliza processos essenciais como onboarding, autenticação e compliance regulatório. Por outro, representa uma superfície de risco altamente concentrada.

A PII é o principal alvo de muitos esquemas modernos de fraude. Account takeover, roubo de identidade, fraude de identidade sintética e ataques de engenharia social dependem do uso indevido ou da agregação de dados pessoais. Uma vez comprometida, esse tipo de dado é difícil de “rotacionar” ou invalidar – ao contrário de senhas ou tokens –, o que torna incidentes de segurança especialmente custosos.

Do ponto de vista regulatório, o tratamento inadequado da PII pode resultar em penalidades severas, restrições operacionais e danos reputacionais. Cada vez mais, as regulamentações não se concentram apenas em violações, mas também na coleta excessiva de dados e na retenção desnecessária.

PII e expectativas regulatórias

As regulamentações globais de privacidade seguem uma direção comum: minimizar a exposição e maximizar a responsabilidade.

Marcos como o GDPR na Europa, a LGPD no Brasil, leis locais de proteção de dados e regras emergentes de governança de IA enfatizam a limitação de finalidade, a minimização de dados e a transparência. Espera-se que as organizações justifiquem por que a PII é coletada, por quanto tempo é mantida e quem tem acesso a essas informações.

Para equipes de risco, isso cria uma tensão estrutural. Modelos tradicionais de fraude e crédito dependem fortemente de dados pessoais, enquanto reguladores pressionam as empresas a reduzir, sempre que possível, a dependência de identificadores sensíveis.

Reduzindo a dependência de PII sem aumentar o risco

As estratégias mais avançadas de risco e fraude estão migrando de decisões fortemente baseadas em PII para modelos que utilizam sinais não pessoais, comportamentais e técnicos.

Em vez de armazenar ou processar grandes volumes de dados pessoais, as organizações passam a priorizar sinais como integridade do dispositivo, comportamento da sessão, consistência do ambiente e padrões de rede. Esses sinais permitem avaliar risco sem identificar diretamente o usuário, reduzindo a exposição regulatória e mantendo alta precisão na detecção.

Essa mudança é especialmente relevante em operações transfronteiriças, onde restrições de localização e transferência de dados tornam o processamento centralizado de PII mais complexo do ponto de vista da LGPD.

Implicações práticas para os serviços financeiros

No crédito digital, a dependência excessiva de PII pode criar pontos cegos. Fraudadores reutilizam com frequência dados pessoais comprometidos em diferentes plataformas, tornando verificações baseadas apenas nesse tipo de informação insuficientes. Inconsistências comportamentais ou anomalias no dispositivo costumam sinalizar risco antes de atributos pessoais estáticos.

Em pagamentos e segurança de contas, limitar a circulação dessas informações reduz significativamente o impacto potencial de incidentes. Quando atacantes não conseguem extrair dados pessoais reutilizáveis, o valor econômico de um ataque cai de forma relevante.

Para equipes de compliance, uma governança sólida de PII simplifica auditorias e acelera a expansão para novos mercados, ao alinhar processos internos às expectativas regulatórias desde o primeiro dia.

PII como consideração estratégica

A PII não deve ser vista apenas como uma obrigação de compliance. Ela é uma variável estratégica dentro da arquitetura de risco. Organizações que tratam esses dados como um recurso escasso e de alta responsabilidade tendem a projetar sistemas mais resilientes – sistemas que dependem menos de quem o usuário afirma ser e mais de como a interação se comporta.

Essa abordagem permite alinhar segurança, privacidade e escalabilidade do negócio, evitando trade-offs desnecessários entre esses objetivos.

PII e LGPD no contexto brasileiro

No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabelece regras claras para o tratamento de dados pessoais, incluindo princípios como finalidade, adequação, necessidade e segurança. Dentro desse contexto, a PII deve ser coletada e processada apenas quando houver base legal definida, com controles rigorosos de acesso, retenção e compartilhamento.

Para instituições financeiras e plataformas digitais, alinhar estratégias de prevenção a fraudes e gestão de risco aos princípios da LGPD significa reduzir a dependência de dados pessoais sempre que possível e adotar abordagens baseadas em sinais técnicos e comportamentais. Essa postura não apenas reduz o risco regulatório, como também fortalece a confiança do mercado, dos parceiros e dos usuários finais.

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